Artigos

A escrita de si: história e memória em Diários de Motocicleta

Revista Entrelaces, Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC), v. 2, n. 9 (2017), ISSN: 1980-4571.
>> Mestranda Christiane Silveira Batista (Mestrado em Letras/UFGD) e Prof. Dr. Paulo Custódio de Oliveira.

A escrita de si é composta por toda gama de narrativas da memória, incluindo o diário íntimo, que neste estudo é compreendido segundo as definições de alguns autores como Maurice Blanchot (2005). O diário se constitui como um documento que pode abordar desde aspectos políticos, sociais e históricos, até os relatos de viagem. Ou ainda ser uma mescla de tudo isso, como ocorre em Diarios de Motocicleta (2005) – obra que é uma das edições do primeiro diário escrito por Ernesto Guevara de la Serna quando ainda não havia se tornado o “Che”. Nesse documento o autor-narrador revela não apenas o itinerário de sua primeira grande viagem, mas também faz considerações acerca do que viu, sentiu e viveu. Seu texto expõe situações que ficaram registradas em suas anotações e em sua memória – já que a obra foi revisada e narrativizada por ele cerca de um ano após o término da viagem – e se configura como uma tentativa do autor de conhecer a si próprio e a seus conterrâneos latino-americanos por meio da escrita. Já o leitor é um convidado a desfrutar de um passeio pela América Latina e a refletir sobre o que lê. (PDF)

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Budapeste: Teoria em ficção

Revista ArReDia, Vol. 4, No 7 (2015), p. 75-86.
>> Acadêmica de graduação em Letras/UFGD, Adrieli Aparecida Svinar de Oliveira e Prof. Dr. Paulo Custódio de Oliveira

Resumo: Esse artigo procura demonstrar o quanto o livro Budapeste (2003), de Chico Buarque de Holanda, é um exercício de ficção e de teoria. Buscaremos mostrar que as questões pontuadas pelo romance são relevantes para o cenário da obra de arte literária nesse início de século XXI. O aspecto mais explorado será o da metaficcionalidade, porém, sem descuidar de outros, como autoria e construção de estilo individual no cenário pós-moderno, que estão também no escopo desta grande obra. (PDF) 

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Capitu e seu duplo: estudo de uma adaptação

Anais: I Congresso Internacional de Novas Narrativas (p.915-921)
>> Mestranda Evelin Gomes da Silva (Mestrado em Letras/UFGD) e Prof. Dr. Paulo Custódio de Oliveira

Resumo: Essa pesquisa tem como objetivo estabelecer reflexões sobre as adaptações que a narrativa televisiva Capitu (2008), dirigida por Luiz Fernando Carvalho, fez do livro Dom Casmurro (1899), de Machado de Assis. As ponderações acerca dos elementos intertextuais que reportam a obra televisiva ao romance alcançam profundidade no momento em que se considera esta como sendo “outra obra”, isto é, à medida que os procedimentos típicos de seu meio forem considerados a partir das necessidades intrínsecas de sua produção ficcional, o que lhe outorga independência. A abordagem se deu a partir dos estudos sobre a adaptação levados a efeito pela crítica canadense Linda Hutcheon. Por estar em seus momentos iniciais, a pesquisa registrada neste artigo intenta tão somente dar visibilidade aos elementos recolhidos até o presente momento, formulando a partir destes uma hipótese de resultados. (PDF)

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Hibridismo artístico em Dossiê Rê Bordosa

Caderno de Letras da Universidade Federal Fluminense (UFF), V. 27, N°. 54, Janeiro/Junho de 2017, e-ISSN 2447-4207.
>> Acadêmica de graduação em Letras/UFGD, Mirella Rodrigues Flores e Prof. Dr. Paulo Custódio de Oliveira.

O trabalho analisa a animação de Cesar Cabral, Dossiê Rê Bordosa, explorando criticamente a fronteira entre a HQ e o Cinema. Analisamos como a HQ e o Cinema, enquanto signo, podem ser representados diferentemente, a depender do suporte que os constituem. Abordamos o cinema como uma obra híbrida, indicando a forma como o Dossiê Rê Bordosa integra diferentes mídias, processo que constrói uma narrativa cinematográfica híbrida. (PDF)

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O cerne da essência poética malograda de Casmurro

Revista Memento, Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Vale do Rio Verde (UninCor), v. 7, n. 2 (2016), ISSN: 1807-9717.
>> Mestranda Evelin Gomes da Silva (Mestrado em Letras/UFGD) e Prof. Dr. Paulo Custódio de Oliveira

A proposta deste trabalho é estabelecer um paralelo entre a articulação narrativa do advogado Bento Santiago e sua incapacidade artística ao aventurar-se, quando jovem, na escritura de um soneto. A partir da descrição de cenas e análise de trechos específicos da obra Dom Casmurro (1899), foi possível perceber os momentos que desencadearam a inspiração poética no protagonista e como este, apesar de ser um excepcional articulador das palavras, apresenta um problema visceral quando o assunto é o discurso poético. Os críticos literários Antonio Candido (1977), Silviano Santiago (2000), Roberto Schwarz (2006) e Helen Caldwell (2008) serão as referências basilares para a compreensão do narrador e suas limitações no âmbito da escritura artística. Já as reflexões do escritor, crítico e poeta mexicano, Octavio Paz (1972), conduzirão as discussões sobre a escritura da poesia. Com este artigo pretende-se demonstrar que a sistematização arbitrária da obra foi capaz de malograr a essência poética de Dom Casmurro, resultando em sua incapacidade artística. (PDF)

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